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Um problema matemático para os gênios de plantão

Muitos estudantes não gostam de matemática por causa das regras rígidas e complexas pertinentes ao universo dos números. Mas as equações abaixo rompem com todas as leis matemáticas conhecidas,  quem conseguir resolvê-las, será um forte candidato ao Prêmio Nobel. Aceita o desafio?

Michelangelo - 12 curiosidades sobre o grande artista italiano

O pintor, escultor e arquiteto Michelangelo Buonarroti nasceu em Caprese, Itália, em 6 de março de 1475. Durante uma carreira de mais de 70 anos, Michelangelo ganhou fama quase mítica como um dos homens mais proeminentes do Renascimento e contou com reis e papas entre seus muitos admiradores e patronos. Temperamental e brilhante, Michelangelo nos deixou várias obras-primas, incluindo a estátua de Davi, a Pietá e o teto da Capela Sistina. Neste artigo, descubra alguns fatos surpreendentes sobre o artista muitas vezes chamado de “o Divino”.

O latim está morto, mas continua muito bem de saúde!

O historiador Peter Burke cunhou em 1993 a seguinte pérola: “Embora declarado morto, o latim recusou-se a ser enterrado.” A frase espirituosa delata a contradição dos que afirmam que o latim é uma língua morta. Como pode uma língua morta estar tão presente no nosso dia a dia?

Seis saques que devastaram Roma

Em 24 de agosto de 410 d.C., tribos bárbaras sob o comando do rei visigodo Alarico entraram em Roma e durante três pilharam a cidade. O saque teve papel importante na eventual queda do Império Romano, mas não foi a única vez que a metrópole foi conquistada, saqueada ou queimada. Explore as histórias por trás de seis dos ataques mais violentos à Cidade Eterna.

As 12 rainhas de Alexia Sinclair


O que personalidades como Cleópatra, Cristina da Suécia e Alexandra Feodorovna têm em comum? Para além do fato de terem vivido em épocas e lugares distintos, as três, assim como outras, marcaram a história. Como não falar de Revolução Francesa sem evocar automaticamente a figura de Maria Antonieta, ou pensar a conquista da América pelos espanhóis sem deixar de mencionar o papel que Isabel I de Castela teve nesse processo? Entre o absolutismo e o iluminismo, personagens como Catarina, A Grande, renderam páginas e mais páginas de livros e povoaram a nossa imaginação. Hoje, tais figuras de  rainhas fazem parte da cultura popular, já tendo servido de inspiração para filmes, seriados de televisão, e mesmo ensaios fotográficos, conforme podemos observar em “The Regal Twele”, série de fotos-montagem realizadas pela australiana Alexia Sinclair. Confira as imagens.
 

Qual é a origem do aperto de mãos?

O aperto de mãos tem existido de alguma forma ou de outra há milhares de anos, mas suas origens são incertas. Uma teoria popular diz  que o gesto começou como uma forma de demonstrar intenções pacíficas. Ao estender as suas mãos vazias, estranhos poderiam mostrar que eles não estavam segurando armas e que não tinham nenhuma má intenção referente ao outro. Alguns até sugerem que o movimento para cima e para baixo do aperto de mão surgiu para desalojar quaisquer facas ou punhais que pudessem estar escondidos nas mangas.

Os crânios alongados do povo Mangbetu

As pessoas da etnia mangbetu tinham uma aparência distinta,  e isso em grande parte, devido às suas cabeças alongadas. Assim que nasciam, os bebês mangbetu tinham as cabeças fortemente envolvidas com um pano, a fim de dar um olhar alongado aos futuros chefes. O costume de alongamento do crânio chamado pelos nativos de lipombo era um símbolo de status entre as classes dirigentes do povo mangbetu, tal aparência significava majestade, beleza, poder e inteligência superior. A deformação começava geralmente apenas um mês após o nascimento  e seguia por cerca de dois anos, até que a forma desejada fosse atingida ou a criança rejeitasse o procedimento.

A prática começou a desaparecer na década de 1950 com a chegada de mais europeus e por consequência, a ocidentalização dos costumes locais. Ela também foi proibida pelo governo belga, que governou o Congo durante a era colonial do país africano.

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As pessoas da etnia mangbetu vivem na África Central, no nordeste do Congo. O nome mangbetu refere-se, a rigor, apenas à aristocracia, que no século 19, estabeleceu uma série de reinos poderosos; no uso mais flexível da palavra, ela engloba toda a amálgama de pessoas governada pela citada elite. Os mangbetus subsistem com o cultivo da terra, com um pouco de pesca, caça e coleta. O dote da noivas mangbetus inclui um presente substancial de gado. A união polígama é aceita na cultura desse povo. A organização das famílias é patrilinear. Os mangbetus impressionaram os primeiros viajantes com as suas instituições políticas e suas artes, especialmente a sua habilidade notável como construtores, ceramistas e escultores. Eles se tornaram famosos também pelo seu suposto canibalismo e, é claro, pela prática de deformar a cabeça dos bebês.

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Um penteado característico era usado para enfatizar as cabeças artificialmente alongadas.


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O mangbetus são conhecidos por sua arte e música altamente desenvolvidas, tanto que musicólogos os tem procurado  para fazer gravações de vídeo e áudio da música deles.

A deformação craniana geralmente não afeta o cérebro. A pressão intracraniana permanece a mesma que a de uma pessoa normal e o cérebro é capaz de adaptar-se e crescer na nova forma do crânio, sem nenhum dano para além das alterações estéticas.

O registro mais antigo de deformação craniana data de 400 a.C, na descrição que Hipócrates faz dos macrocéfalos, ou cabeças-longas, assim nomeados por causa da prática de modificação craniana.

Os segredos ocultos de 5 grandes obras de arte

No mundo da arte, um artista precisa de habilidades especiais para sobressair dos demais. Em muitos casos, conscientes disto ou não, grandes artistas deixaram pistas que lançam luz sobre suas vidas pessoais, desejos e técnicas. O incrível é que essas pistas estão ocultas em obras vistas por milhões de pesssoas; é a genialidade do intelecto humano em ação.


1 - Os espelhos de Rembrandt

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Rembrandt é famoso por sua técnica no uso da luz; é claro que muitos outros artistas da época também usaram a luz de forma semelhante, contudo nenhum deles foi capaz de imprimir a mesma beleza que Rembrandt colocava em suas telas. Ao longo dos anos, as técnicas usadas por Rembrandt foram sendo descobertas com base em detalhes em suas pinturas.

Para criar uma precisão quase fotográfica, Rembrandt manipulava o cenário usando espelhos e iluminação, do mesmo jeito que muitos fotógrafos fazem hoje. No seu auto-retrato, Rembrandt usou uma complexa série de espelhos planos e côncavos, juntamente com projetores, como a câmara escura, para alcançar o máximo de realidade possível. Durante sua vida, Rembrandt nunca revelou sua técnica, e só agora, ao testar o sistema de espelhos, os historiadores da arte conseguiram descobrir os segredos do mestre holandês.


2 - A música oculta na Última Ceia

Leonardo Da Vinci não era apenas talentoso na pintura, mas também em outros campos criativos, como a música e a literatura. Aparentemente, em um caso, ele usou seus talentos para colocar uma obra oculta muito interessante em uma de suas pinturas mais conhecidas.

A Última Ceia esconde algo interessante: uma partitura musical. Em cima da mesa na pintura, o pão e as mãos de Cristo e dos apóstolos são colocados de tal forma que criam uma composição musical. Quando lida da direita para a esquerda, da mesma maneira como Da Vinci a escreveu, surge uma notação coerente, que cria uma harmonia sobre a Paixão de Jesus.

 

3 - O retrato perdido pintado por Degas

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Entre 1876 e 1880, Edgar Degas trabalhou em uma pintura conhecida simplesmente como Retrato de uma Mulher. O título é bem pertinente, porque a obra simplesmente retrata uma mulher vestindo preto, mas sob a pintura, existe uma outra obra oculta.

Já em 1922, descoloração e outros detalhes estranhos foram notados na obra, mas nada fora investigado. Usando a moderna tecnologia de raios-X, podemos finalmente vislumbrar o que Degas havia pintado antes.

Em 2016, após um exame de 33 horas, descobriu-se que Degas pintara outra mulher de corpo inteiro, provavelmente Emma Dobigny, sua musa e modelo. Um retrato semelhante ao que está oculto na pintura Retrato de uma Mulher realmente existe, mas está em uma coleção particular e raramente é mostrado.

Leia também: Os quadros do jovem pintor Adolf Hitler

 

4 - A artrite de Michelangelo

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Michelangelo viveu até a provecta idade de 89 anos, tendo morrido em 1564. Tudo indica que, apesar de seu labor contínuo, ele lutava com uma doença comum em pessoas idosas, tanto naquela época, como na nossa: a osteoartrite.

Alguns anos antes da sua morte, Michelangelo deixou de assinar o seu próprio nome nas pinturas, dependendo de outros para a tarefa. Em cartas a seu sobrinho, Michelangelo queixou-se de “gota” e rigidez nas mãos. Na época, a gota era um termo para o desconforto em praticamente qualquer articulação do corpo, mas Michelangelo menciona especificamente as mãos como sendo o local da dor. Nos retratos de Michelangelo na velhice, suas mãos são bastante semelhantes as das vítimas modernas de artrite.

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5 - O misterioso homem em The Blue Room

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Picasso pintou The Blue Room, em 1901, durante o seu distintivo período azul. Na época, Picasso vivia extremamente pobre e deprimido. Usando pigmentos azuis, ele expressava seu estado melancólico, mas The Blue Room  sempre intrigou os historiadores por causa das estranhas pinceladas utilizadas nele.

Em 2008, o quadro foi sujeito à análise por técnicas de imagem com recurso de infra-vermelhos, que revelaram a presença de um retrato de um homem por detrás do quadro. Entretanto, nos últimos cinco anos, os peritos da Phillips Collection, da National Gallery of Art, da Cornell University e do Delaware’s Winterthur Museum desenvolveram técnicas mais sofisticadas que permitiram ver com clareza o que se esconde atrás da mulher a tomar banho.

Trata-se de um homem com barba, vestido de casaco e com um laço, cuja face repousa sobre a mão que ostenta três anéis. A grande questão para os peritos é a questão da identidade: “quem seria o misterioso homem?”.

É possível que o homem retrado seja Ambroise Vollard, um negociante de arte parisiense que organizou a primeira exposição de Picasso. O que se sabe ao certo é que Picasso não podia comprar telas novas, então ele provavelmente trabalhava na pintura do homem de gravata borboleta, quando recebeu a inspiração para pintar o The Blue Room e decidiu fazê-lo sobre o retrato inacabado.

Grandes momentos olímpicos - Władysław Kozakiewicz

No final da década de 1970, as relações entre russos e poloneses não eram das melhores. O atleta Władysław Kozakiewicz sentiu isso em pessoa  quando correu para executar o seu salto com vara nos Jogos Olímpicos de Verão de 1980, sediados em Moscou. Os Jogos Olímpicos de Moscou já estavam mergulhados na controvérsia antes mesmo da abertura. Os Estados Unidos lideraram o boicote de 64 outros países, em protesto contra a invasão soviética do Afeganistão em 1979.

A multidão que torcia pelo soviético Konstantin Volkov vaiava e assobiava sem dar trégua, durante o salto de Kozakiewicz. Depois de abrir a série com o novo recorde mundial de 5,78 metros, Kozakiewicz ficou de pé, e, aos sorrisos, virou-se para os espectadores com um sinal de banana em desafio à multidão soviética. As fotos deste incidente deram volta ao mundo, com exceção da União Soviética e de seus satélites, embora o evento tenha sido transmitido ao vivo pela TV em muitos países do bloco soviético.

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Após as Olimpíadas, o embaixador soviético para a Polônia exigiu que Kozakiewicz fosse despojado de sua medalha para atenuar o “insulto ao povo soviético”. A resposta oficial do governo polonês foi que o gesto tinha sido um espasmo muscular involuntário causado pelo esforço do atleta.

O ato de Kozakiewicz foi recebido com muito apoio pela sociedade polonesa, que ressentia-se do controle soviético sobre a Europa Oriental (a Polônia estava no meio de greves trabalhistas que levaram à criação do sindicato Solidariedade menos de dois meses depois). Na cultura polonesa, o chamado “Gest Kozakiewicza" (gesto de Kozakiewicz) ainda representa um símbolo de resistência.

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Depois do escândalo em Moscou, Władysław Kozakiewicz já não era uma figura bem-vinda para as autoridades desportivas polonesas leais aos comunistas. Como resultado, ele era constantemente vítima de perseguição dos árbitros. Quando ele foi proibido de participar em eventos esportivos no exterior em 1985, Kozakiewicz viajou por sua própria conta a um torneio na Alemanha para nunca mais voltar. Foi-lhe dada a cidadania alemã e ele até disputou alguns torneios representando a equipe de atletismo alemã. De 1986 a 1988, ele  foi campeão alemão do salto com vara.

Grandes momentos olímpicos - Os Panteras Negras

Um protesto silencioso de dois atletas norte-americanos contra a discriminação racial nos Estados unidos marcou os Jogos Olímpicos da Cidade do México. Em 17 de outubro de 1968, Tommie Smith e John Carlos, respectivamente medalhistas de ouro e bronze nos 200 metros rasos, de luvas negras e punhos cerrados ao alto, permaneceram com as cabeças inclinadas durante a execução do hino nacional do seu país.

O gesto remetia aos Panteras Negras, partido fundado em 1966 que defendia o armamento dos negros como forma de defesa, além de lutar por indenizações pelo período da escravidão.

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Colegas da equipe de atletismo na Universidade da San José, na Califórnia, Smith e Carlos cogitarm não participar dos Jogos, por sugestão do amigo, o sociólogo Harry Edwards. O grupo de Edwards, batizado de Projeto Olímpico para os Direitos Humanos, ganhara o apoio de esportistas e líderes dos direitos civis, mas o boicote não aconteceu. Contudo, inspirados pelas palavras do sociólogo, os corredores planejaram a manifestação.

Na cerimônia, Smith ergueu o braço direito para representar o poder negro americano, enquanto que Carlos levantava o esquerdo, simbolizando a unidade da raça. Ao lado dos dois, o ganhador da prata, o australiano Peter Norman, também participou da manifestação, usando o símbolo do movimento de Edwards em seu uniforme.

Mas naquele conturbado final dos anos 1960, nem todos aprovaram o ato - os competidores foram vaiados e, em poucas horas, foram condenados pelo Comitê Olímpico Internacional, que proíbe os participantes dos Jogos Olímpicos de usar símbolos relacionados a qualquer facção ou movimento político.

”Sabíamos que o que íamos fazer era muito maior do que qualquer façanha atlética”, disse Carlos em entrevista coletiva após a solenidade. Já Smith ponderou sobre o que significava na época, fazer parte de uma equipe com atletas brancos: “Na pista você é Tommie Smith, o homem mais rápido do mundo, mas nos vestiários você não é nada mais do que um negro sujo.”

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De volta aos Estados Unidos, Smith e Carlos acabaram condenados ao ostracismo pelas autoridades que comandavam o atletismo americano. Com o decorrer dos anos, os dois foram saindo de párias para aquilo que são hoje – símbolos da luta pela igualdade dos direitos civis.

Menos sorte teve o australiano solidário. Norman passou a ser ignorado pelos chefes do atletismo australiano e, também, pela imprensa local. O racismo imperava na Austrália – onde os aborígines, os nativos, eram tratados como cidadãos de segunda classe. Sua carreira entrou em colapso e, com ela, sua vida pessoal. Norman logo teria problemas com bebidas. Jamais foi “perdoado” na Austrália. Um dos mais repulsivos sinais disso é que ele foi ignorado pelos organizadores das Olimpíadas de Sidney de 2000 – mesmo tendo sido um dos maiores corredores da história do país.

O que ele não perdeu jamais foi a amizade, a admiração e o reconhecimento dos dois amigos que fizera em 1968 no México. Os três nunca mais perderam o contato. No funeral de Norman, em 2006,  Tommie Smith e John Carlos estavam presentes – e carregaram o esquife do amigo que, contra todas as probabilidades, entrou para a história dos direitos civis dos negros americanos no que era para ser apenas mais uma competição esportiva.

Onze segundos - a tragédia de um brasileiro

A história a seguir, contada em versos, é baseada em fatos reais. É o drama de um brasileiro, é a tragédia de todos nós como um povo. É a triste realidade da nossa nação, que abandona os seus jovens sem lhes dar uma chance de se tornarem campeões.

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Onze segundos

João da Silva
Vulgo João Ligeiro
Filho varonil
Do solo brasileiro
Meninos eu vi, não invento
João era, veloz como o vento
Na escola corria
Todo santo dia
Os 100 metros rasos
Em profundos
Onze segundos
Cronometrados a mão
Correndo descalço
Em uma pista de chão

Noutro país, noutra nação
Onde o livro, a merenda
Não sejam oferendas
No altar da corrupção
Noutro reino, noutra fidalguia
Onde dias melhores
Não sejam utopia
João, um rapaz pobre
Se tornaria atleta nobre
Mas não aqui, aqui não
Nesta terra indecente
Que devora a própria gente
João seguiu um caminho diferente

Em casa o colapso familiar
Na rua o Estado a lhe negar
A chance de ser campeão
Sozinho na longa jornada
Entre a cruz e a espada
João parou de treinar
A fim de trabalhar
Engraxate
Verdureiro
Servente
Aprendiz de pedreiro
Para ajudar a mãe doente
E o pai cachaceiro
A cada dia, João sentia
Que morria o João Ligeiro

Meninos prestem atenção
Quando no coração
Na alma, na mente
Um homem sente
Que está morto
Sem futuro
No escuro
Sepultado
Sem chances de ser ressuscitado
Ele enlouquece
Por dentro apodrece
Ele fica desesperado

João da Silva
Vulgo João Ligeiro
Filho dessa mãe gentil
Rejeitado pela Pátria que o pariu
Tornou-se ladrão, viciado
Casqueiro
Mais um pária brasileiro

O desfecho desse drama
É comum, é banal
Tem reprise todo dia
Em qualquer banca de jornal
Numa certa tarde de verão
Quando recebeu voz de prisão
Ao invés de se render
João decidiu correr
Correr como nos velhos tempos
Veloz como o vento
100 metros rasos
Em profundos
Onze segundos

Entretando, contudo, porém
As balas de um fuzil
São velozes também
Um estampido
Um gemido
Um corpo caído no calçadão
Assim morreu João
De candidato a campeão
A um condenado
Baleado
Sem direito à redenção

Meninos prestem atenção
Na fria ironia
Na torpe contradição
A turba ficou olhando
João agonizando
Estirado no chão
Na frente de um estádio
Um estádio em construção

Onbashira Matsuri - Um festival japonês tão perigoso quanto espectacular

O Onbashira Matsuri, ou o festival dos pilares sagrados, é um festival tradicional japonês realizado a cada seis anos, em Nagano, que é tão perigoso quanto espetacular! Durante o festival, os participantes movem com as mãos e montam quatro enormes troncos de árvores, que pesam até 10 toneladas, tudo acompanhado de danças, música e canções. Impressionante! Nascido da religião xintoísta,  o Onbashira Matsuri é um festival que celebra há mais de 1200 anos, a renovação e a substituição dos quatro grandes pilares de madeira do grande santuário.