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Os segredos ocultos de 5 grandes obras de arte

No mundo da arte, um artista precisa de habilidades especiais para sobressair dos demais. Em muitos casos, conscientes disto ou não, grandes artistas deixaram pistas que lançam luz sobre suas vidas pessoais, desejos e técnicas. O incrível é que essas pistas estão ocultas em obras vistas por milhões de pesssoas; é a genialidade do intelecto humano em ação.


1 - Os espelhos de Rembrandt

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Rembrandt é famoso por sua técnica no uso da luz; é claro que muitos outros artistas da época também usaram a luz de forma semelhante, contudo nenhum deles foi capaz de imprimir a mesma beleza que Rembrandt colocava em suas telas. Ao longo dos anos, as técnicas usadas por Rembrandt foram sendo descobertas com base em detalhes em suas pinturas.

Para criar uma precisão quase fotográfica, Rembrandt manipulava o cenário usando espelhos e iluminação, do mesmo jeito que muitos fotógrafos fazem hoje. No seu auto-retrato, Rembrandt usou uma complexa série de espelhos planos e côncavos, juntamente com projetores, como a câmara escura, para alcançar o máximo de realidade possível. Durante sua vida, Rembrandt nunca revelou sua técnica, e só agora, ao testar o sistema de espelhos, os historiadores da arte conseguiram descobrir os segredos do mestre holandês.


2 - A música oculta na Última Ceia

Leonardo Da Vinci não era apenas talentoso na pintura, mas também em outros campos criativos, como a música e a literatura. Aparentemente, em um caso, ele usou seus talentos para colocar uma obra oculta muito interessante em uma de suas pinturas mais conhecidas.

A Última Ceia esconde algo interessante: uma partitura musical. Em cima da mesa na pintura, o pão e as mãos de Cristo e dos apóstolos são colocados de tal forma que criam uma composição musical. Quando lida da direita para a esquerda, da mesma maneira como Da Vinci a escreveu, surge uma notação coerente, que cria uma harmonia sobre a Paixão de Jesus.

 

3 - O retrato perdido pintado por Degas

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Entre 1876 e 1880, Edgar Degas trabalhou em uma pintura conhecida simplesmente como Retrato de uma Mulher. O título é bem pertinente, porque a obra simplesmente retrata uma mulher vestindo preto, mas sob a pintura, existe uma outra obra oculta.

Já em 1922, descoloração e outros detalhes estranhos foram notados na obra, mas nada fora investigado. Usando a moderna tecnologia de raios-X, podemos finalmente vislumbrar o que Degas havia pintado antes.

Em 2016, após um exame de 33 horas, descobriu-se que Degas pintara outra mulher de corpo inteiro, provavelmente Emma Dobigny, sua musa e modelo. Um retrato semelhante ao que está oculto na pintura Retrato de uma Mulher realmente existe, mas está em uma coleção particular e raramente é mostrado.

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4 - A artrite de Michelangelo

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Michelangelo viveu até a provecta idade de 89 anos, tendo morrido em 1564. Tudo indica que, apesar de seu labor contínuo, ele lutava com uma doença comum em pessoas idosas, tanto naquela época, como na nossa: a osteoartrite.

Alguns anos antes da sua morte, Michelangelo deixou de assinar o seu próprio nome nas pinturas, dependendo de outros para a tarefa. Em cartas a seu sobrinho, Michelangelo queixou-se de “gota” e rigidez nas mãos. Na época, a gota era um termo para o desconforto em praticamente qualquer articulação do corpo, mas Michelangelo menciona especificamente as mãos como sendo o local da dor. Nos retratos de Michelangelo na velhice, suas mãos são bastante semelhantes as das vítimas modernas de artrite.

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5 - O misterioso homem em The Blue Room

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Picasso pintou The Blue Room, em 1901, durante o seu distintivo período azul. Na época, Picasso vivia extremamente pobre e deprimido. Usando pigmentos azuis, ele expressava seu estado melancólico, mas The Blue Room  sempre intrigou os historiadores por causa das estranhas pinceladas utilizadas nele.

Em 2008, o quadro foi sujeito à análise por técnicas de imagem com recurso de infra-vermelhos, que revelaram a presença de um retrato de um homem por detrás do quadro. Entretanto, nos últimos cinco anos, os peritos da Phillips Collection, da National Gallery of Art, da Cornell University e do Delaware’s Winterthur Museum desenvolveram técnicas mais sofisticadas que permitiram ver com clareza o que se esconde atrás da mulher a tomar banho.

Trata-se de um homem com barba, vestido de casaco e com um laço, cuja face repousa sobre a mão que ostenta três anéis. A grande questão para os peritos é a questão da identidade: “quem seria o misterioso homem?”.

É possível que o homem retrado seja Ambroise Vollard, um negociante de arte parisiense que organizou a primeira exposição de Picasso. O que se sabe ao certo é que Picasso não podia comprar telas novas, então ele provavelmente trabalhava na pintura do homem de gravata borboleta, quando recebeu a inspiração para pintar o The Blue Room e decidiu fazê-lo sobre o retrato inacabado.

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